Casal Borba em frente ao que chamam de "casa de papelão". Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica
O morador Ademar Borba, que perdeu uma casa de 120 m² construída ao longo de 30 anos, afirma ter sido convencido a abrir mão do auxílio de R$ 50 mil para receber uma moradia pronta. O resultado, segundo ele, foi decepcionante: uma casa de apenas 36 m², com estrutura considerada frágil e sem espaço mínimo para viver com dignidade.
“Isso não é moradia, é humilhação”, desabafa.
Além do tamanho reduzido, o imóvel apresenta problemas graves: paredes sensíveis à água, falta de espaço para móveis básicos e até dúvidas sobre a segurança em dias de chuva e vento. O terreno, segundo o morador, ainda foi utilizado de forma inadequada, dificultando qualquer nova construção.
Sem poder reformar o imóvel por dois anos e sem alternativa imediata, Ademar vive hoje com a sogra e cobra uma solução urgente. Ele pede a retirada da estrutura e a liberação do terreno para reconstruir por conta própria.
A tragédia passou, mas o drama continua. Até quando?
Fotos: Joka Madruga
Informações: Luís Lomba/Vigília Comunicação
