Raiva animal em Laranjal acende alerta em Palmital e preocupa produtores rurais

Casos confirmados de raiva em bovinos e equino mobilizam autoridades sanitárias na região central do Paraná

A confirmação de casos de raiva animal no município de Laranjal acendeu o alerta em cidades vizinhas, especialmente em Palmital, onde autoridades da saúde animal e produtores rurais acompanham com preocupação o avanço da doença.

O assunto foi destaque durante entrevista concedida pelo médico veterinário Douglas de Lima ao Jornal da Cidade, da Rádio Cidade, nesta terça-feira (19). O especialista trouxe orientações importantes sobre prevenção, vacinação e cuidados necessários diante do risco de disseminação da doença na região.

Oito casos de raiva animal já foram confirmados

Segundo o veterinário, os primeiros registros da doença em propriedades rurais de Laranjal começaram há cerca de um mês. O primeiro caso positivo foi confirmado oficialmente no dia 8 de abril. No entanto, as investigações apontam que o vírus pode estar circulando no município há aproximadamente seis meses.

Até o momento, foram confirmados oito casos positivos de raiva animal na região:

  • sete casos em bovinos;

  • um caso em equino.

Além dos prejuízos econômicos causados aos produtores rurais, a situação também preocupa as autoridades de saúde pública, já que a raiva é considerada uma zoonose, doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos.

Morcego hematófago é o principal transmissor da doença

Raiva animal em Laranjal acende alerta em Palmital e preocupa produtores rurais

De acordo com Douglas de Lima, o principal vetor da raiva na região é o morcego hematófago, conhecido popularmente como “morcego-vampiro”, que se alimenta de sangue de animais.

Durante a alimentação, o morcego pode transmitir o vírus da raiva para bovinos, equinos e outros animais de produção. O veterinário explicou ainda que esses morcegos possuem capacidade de voo de até 10 quilômetros em busca de alimento, aumentando significativamente o risco de propagação da doença para municípios vizinhos.

Outro fator que preocupa as autoridades sanitárias é o contato frequente entre colônias de morcegos, o que facilita ainda mais a disseminação do vírus entre diferentes localidades.

Palmital já registra casos suspeitos

Em Palmital, alguns casos suspeitos já foram investigados pelas autoridades sanitárias. Parte deles acabou descartada após exames laboratoriais, enquanto outro caso segue sob investigação.

A Secretaria de Agricultura e os órgãos de defesa agropecuária continuam monitorando a situação e reforçando as ações de orientação junto aos produtores rurais.

Sintomas da raiva animal exigem atenção imediata

O médico veterinário alerta que os produtores devem observar atentamente qualquer alteração no comportamento dos animais. Entre os principais sintomas da raiva animal estão:

  • dificuldade de locomoção;

  • salivação excessiva;

  • isolamento;

  • agressividade;

  • mudanças repentinas de comportamento;

  • perda de apetite;

  • paralisia.

Em situações suspeitas, a recomendação é evitar qualquer contato com o animal e comunicar imediatamente os órgãos competentes.

Vacinação é a principal forma de prevenção

As autoridades reforçam que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir a raiva animal nos rebanhos.

A recomendação é:

  • vacinar animais a partir dos três meses de idade;

  • realizar reforço entre 21 e 30 dias após a primeira dose;

  • manter vacinação anual posteriormente.

Em Palmital, as vacinas estão disponíveis em estabelecimentos agropecuários como:

  • Coamo;

  • Casa Rural;

  • Cativa;

  • Campeira.

ADAPAR orienta sobre presença de morcegos

Outra recomendação importante é que produtores rurais comuniquem imediatamente a presença de morcegos hematófagos à ADAPAR.

O controle desses animais só pode ser realizado pelos órgãos competentes. Já os morcegos não hematófagos possuem proteção ambiental e não podem ser capturados ou eliminados.

As autoridades também alertam para que a população jamais toque em morcegos encontrados caídos, feridos ou debilitados, devido ao risco de contaminação.

Saúde pública e setor agropecuário em alerta

Com a confirmação dos casos de raiva animal em Laranjal e investigações em andamento em Palmital, os órgãos de defesa agropecuária intensificam ações preventivas para evitar o avanço da doença na região central do Paraná.

Produtores rurais devem manter a vacinação em dia, observar os animais diariamente e comunicar imediatamente qualquer suspeita às autoridades sanitárias.

Com informações: Central da Notícia Palmital

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