CPI DO INSS: ACORDO POLÍTICO BLINDA IRMÃO DE LULA E AMPLIA INVESTIGAÇÃO PARA ERA DILMA
A CPI do INSS aprovou, nesta terça-feira (26), a convocação e convite de 55 pessoas para prestar esclarecimentos, mas um acordo entre governistas e oposição blindou Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de ser chamado.
Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), foi citado em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre supostas fraudes, mas não é investigado. O sindicato nega qualquer irregularidade.
Em troca da blindagem, a base governista aceitou que a investigação retroceda até 2015, período que abrange o governo Dilma Rousseff. Pelo acordo, requerimentos só serão votados em bloco se houver consenso sobre todos os nomes, o que dá mais margem ao Planalto para barrar convocações indesejadas.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que “não há previsão” de convocar pessoas ligadas ao governo anterior sem provas concretas. Já parlamentares da base comemoraram a articulação como “grande vitória” política.
A oposição, que comanda a comissão, segue no controle com Carlos Viana na presidência e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) na relatoria, ambos críticos do governo Lula.
Desta forma, o Planalto ganha tempo e evita que o nome de Frei Chico seja alvo direto da CPI, ao mesmo tempo em que terá de lidar com o desgaste da ampliação da apuração para a era petista.
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