Ex-prefeito de Goioerê é alvo do Gaeco por suspeita de lavagem de dinheiro e evolução patrimonial incompatível

Operação do Ministério Público apreendeu carros de luxo, celulares e documentos; Justiça determinou bloqueio de bens

Beto Costa ex-prefeito de Goioerê

O empresário e ex-prefeito de Goioerê, Luiz Roberto Costa, conhecido como “Beto Costa”, foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, na manhã desta sexta-feira (15).

Ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal. As investigações também apontam uma suposta evolução patrimonial considerada incompatível com as fontes lícitas de renda declaradas pelo empresário.

A operação, batizada de “Operação Enigma”, cumpriu sete mandados de busca e apreensão e um mandado de busca pessoal em Goioerê e Balneário Camboriú. Dois escritórios de contabilidade também foram alvo das diligências realizadas pelo Gaeco.

Ministério Público aponta movimentações milionárias sem origem identificada

De acordo com o Ministério Público do Paraná, as investigações estão em andamento há mais de um ano e indicam que os supostos crimes teriam sido praticados por meio de empresas ligadas ao investigado.

Durante a apuração, os investigadores identificaram aproximadamente R$ 5,7 milhões recebidos de origens não identificadas. Desse total, cerca de R$ 934 mil teriam sido movimentados em espécie.

Além disso, segundo o MP, foram registrados saques em dinheiro e em cheques que ultrapassam R$ 11,9 milhões, também sem identificação dos destinatários.

Os agentes apreenderam documentos, anotações, celulares e veículos de luxo durante o cumprimento dos mandados. A Justiça ainda determinou o bloqueio de bens e contas bancárias do ex-prefeito.

Casa Civil exonera assessor após operação

Atualmente, Beto Costa ocupava um cargo comissionado de assessor na Casa Civil do Governo do Paraná.

Em nota oficial, a Casa Civil informou que realizou a exoneração do servidor logo após tomar conhecimento da operação conduzida pelo Gaeco.

A defesa do empresário foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização do caso.

Uma pessoa foi presa por porte ilegal de arma

Durante o cumprimento da operação, uma pessoa foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. O nome do detido não foi divulgado oficialmente pelas autoridades.

O caso segue sob investigação do Ministério Público do Paraná.

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