FAMÍLIA DE DOM MAURO REPUDIA ACUSAÇÕES E PEDE RESPEITO À MEMÓRIA DO RELIGIOSO
A família do ex-arcebispo de Cascavel (PR) e ex-bispo de Campo Mourão (PR), Dom Mauro Aparecido dos Santos, divulgou uma nota oficial após o nome do religioso ser citado em uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Paraná. A apuração faz parte da Operação “Lobo em Pele de Cordeiro”, que investiga crimes sexuais contra vulneráveis supostamente cometidos por membros da Igreja Católica na região oeste do Estado.
A
operação resultou na prisão temporária do padre Genivaldo Oliveira dos
Santos, de 41 anos, também investigado por abusos e outras irregularidades
em Cascavel.
DOM MAURO MENCIONADO
Dom Mauro
faleceu em 2021, aos 67 anos, em decorrência de complicações da Covid-19. Mesmo
após sua morte, ele foi mencionado em depoimentos colhidos pela Polícia Civil,
incluindo um relato de uma mãe que afirmou que sua filha, à época com três
anos, teria sido vítima do religioso. Outros supostos casos, datados desde
2008, também estão sendo apurados.
O Núcleo
de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) conduz as
investigações, que procuram esclarecer a extensão dos abusos e se houve
conhecimento prévio por parte da liderança eclesiástica.
NOTA À IMPRENSA
Em nota,
a família do ex-arcebispo afirmou ter recebido as acusações com “consternação”,
reforçou respeito à vítima, mas pediu cautela para evitar julgamentos
precipitados contra alguém que não pode mais se defender. Os familiares
destacaram ainda a trajetória pastoral de Dom Mauro, marcada, segundo eles,
pelo cuidado com os mais vulneráveis.
Confira
abaixo a nota na íntegra:
CONFIRA NA ÍNTEGRA, A NOTA:
A família
de Dom Mauro Aparecido dos Santos, falecido em 2021 por complicações
decorrentes de Covid, vem a público, com profundo respeito e dor, manifestar-se
diante da acusação recentemente divulgada envolvendo seu nome.
Recebemos
com consternação a notícia, conscientes da seriedade que envolve qualquer
denúncia de violência sexual. Reiteramos nosso respeito à pessoa que trouxe a
público sua dor, e acreditamos que toda manifestação de sofrimento merece
acolhimento e escuta.
Ao mesmo
tempo, sentimos a necessidade de preservar a memória de Dom Mauro, que dedicou
décadas de sua vida ao serviço pastoral, à promoção da dignidade humana e ao
cuidado com os mais vulneráveis. Sua trajetória foi marcada por gestos de fé,
solidariedade e compromisso com a comunidade.
É
profundamente doloroso enfrentar uma acusação tão grave contra alguém que não
está mais entre nós para se defender ou esclarecer os fatos. Confiamos que a
verdade, mesmo diante da impossibilidade de contraditório, será buscada com
responsabilidade, prudência e respeito por todos os envolvidos.
Pedimos à
sociedade e à imprensa que tratem o tema com a sensibilidade que ele exige,
evitando julgamentos precipitados e preservando a dignidade de quem sofre e de
quem já partiu, até que os fatos sejam integralmente esclarecidos.
A família
permanece em oração, confiando na justiça divina e humana, e reafirma seu
compromisso com a verdade e com o respeito à dor alheia.
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