A tragédia envolveu um caminhão da empresa Meggatrans e um micro-ônibus que transportava pacientes de Imbituva para consultas médicas. Entre as vítimas estavam 22 ocupantes do micro-ônibus, incluindo o motorista, e o motorista do caminhão.
INVESTIGAÇÃO APONTOU FALHAS NOS DOIS VEÍCULOS
De acordo com a investigação da Polícia Civil, os dois veículos contribuíram para a ocorrência da colisão.
O caminhão trafegava a 80 km/h em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 60 km/h. A perícia também identificou desgaste no sistema de frenagem do veículo.
Outro elemento considerado relevante pelos investigadores foi o uso do celular pelo motorista do caminhão. Conforme os dados analisados no aparelho, ele havia acessado o WhatsApp cerca de 17 minutos antes da colisão.
A investigação considera que esses elementos podem ter contribuído para a perda de controle do caminhão e a invasão da pista contrária.
MICRO-ÔNIBUS TAMBÉM ESTAVA ACIMA DO LIMITE
A perícia apontou que o micro-ônibus da Saúde de Imbituva trafegava a aproximadamente 101 km/h no momento do impacto.
O limite de velocidade no trecho era de 60 km/h, o que significa que o veículo estava 41 km/h acima da velocidade máxima permitida.
Um dos passageiros que sobreviveu ao acidente relatou durante a investigação que o micro-ônibus havia deixado Imbituva com atraso e seguia apressado para cumprir o compromisso dos pacientes.
A informação foi considerada no conjunto de elementos analisados pela Polícia Civil.
EXAMES DOS MOTORISTAS DERAM NEGATIVO
Os exames toxicológicos realizados nos dois motoristas deram resultado negativo.
A investigação também analisou a possibilidade de um terceiro veículo ter contribuído para o acidente. Essa hipótese, porém, foi descartada após a análise das provas e dos elementos obtidos durante o inquérito.
23 PESSOAS MORRERAM NA TRAGÉDIA
A colisão frontal provocou uma das tragédias mais graves registradas recentemente na região.
Ao todo, 23 pessoas morreram: 22 estavam no micro-ônibus, incluindo o motorista, e uma era o motorista do caminhão. Cinco passageiros do transporte coletivo conseguiram sobreviver.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil reuniu laudos periciais, depoimentos, dados dos veículos e demais elementos que poderão ser utilizados em processos judiciais.
MOTORISTAS MORRERAM E NÃO HAVERÁ RESPONSABILIZAÇÃO CRIMINAL
Como os dois motoristas envolvidos diretamente na colisão morreram no acidente, não haverá responsabilização criminal dos condutores.
Apesar disso, o encerramento do inquérito não impede a apuração de eventuais responsabilidades na esfera cível.
Segundo a Polícia Civil, o conjunto de provas produzido durante a investigação poderá subsidiar ações judiciais movidas pelas famílias das vítimas em busca de eventual reparação pelos danos causados pela tragédia.
ACIDENTE NA BR-373
O acidente ocorreu no km 209 da BR-373, em Ipiranga, durante a madrugada de 19 de agosto. A colisão frontal envolveu um caminhão e um micro-ônibus da Saúde de Imbituva, que transportava pacientes para atendimento médico.
A conclusão da investigação aponta que excesso de velocidade, condições do sistema de frenagem do caminhão e possíveis fatores de distração, além da velocidade excessiva do micro-ônibus, fazem parte do conjunto de circunstâncias que contribuíram para a tragédia.

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