Justiça determina medidas cautelares contra vereador investigado por ameaças a procuradora de Roncador (PR)

Decisão proíbe investigado de se aproximar ou manter contato com procuradora e determina restrição de acesso à sede da Procuradoria Jurídica do município

vereador de Roncador, Jenauro Hruba

O Portal CR3 recebeu cópias de uma Decisão que determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão contra o vereador Jenauro Hruba, de Roncador (PR), investigado por supostas ameaças e condutas intimidatórias contra a procuradora municipal Roberta Barco Lopes, em Roncador, na região Centro-Oeste do Paraná.

A decisão foi proferida em 23 de julho de 2026, pelo juiz Silvio Hideki Yamaguchi, da Vara Criminal de Iretama (PR). 

O pedido havia sido apresentado pela autoridade policial e recebeu manifestação favorável do Ministério Público.

Investigação começou após episódio na Prefeitura

Segundo os fatos descritos na decisão judicial, o caso teve origem em um episódio ocorrido em 29 de maio de 2026, durante expediente na Prefeitura Municipal de Roncador.

Conforme registrado no procedimento, Jenauro Hruba teria se dirigido à sala da procuradora municipal Roberta Barco Lopes depois de ser chamado para prestar esclarecimentos relacionados a um expediente encaminhado pelo Ministério Público.

Ainda segundo o relato apresentado à Justiça, durante o encontro o investigado teria ingressado no local de forma exaltada, feito acusações contra a procuradora e afirmado que divulgaria informações falsas a respeito dela, mesmo após ter sido advertido para manter postura respeitosa no ambiente de trabalho.

A decisão também registra que, ao deixar a sala, o investigado teria proferido ameaças contra a vítima, utilizando expressões como que ela “iria pagar” e que “isso não ficaria barato”.

O documento aponta ainda que teriam ocorrido comentários semelhantes diante de outros servidores e vereadores, com atribuição de supostas condutas difamatórias à procuradora.

Justiça aponta risco de reiteração

Ao analisar o pedido, o magistrado considerou presentes os requisitos para a adoção de medidas cautelares.

A decisão menciona a existência, em tese, de materialidade e indícios suficientes relacionados às infrações investigadas, além de apontar risco concreto de reiteração delitiva.

O juiz também destacou que, diante das provas juntadas pela autoridade policial, seria necessário fazer cessar as condutas atribuídas ao investigado, especialmente as relacionadas à perseguição e às ameaças.

Investigado fica proibido de se aproximar da vítima

Entre as medidas determinadas pela Justiça está a proibição de aproximação e contato com Roberta Barco Lopes.

Jenauro deverá manter distância mínima de 100 metros da vítima e está proibido de estabelecer contato com ela por qualquer meio de comunicação, incluindo redes sociais, SMS, aplicativos de mensagens instantâneas e ligações telefônicas.

A decisão também determinou que o investigado fica proibido de frequentar determinados locais, especificamente com vedação de acesso à sede da Procuradoria Jurídica do Município de Roncador.

Descumprimento pode levar à prisão preventiva

O investigado deverá ser intimado pessoalmente sobre as determinações judiciais.

Na decisão, o magistrado advertiu que eventual descumprimento das medidas cautelares poderá resultar na decretação de prisão preventiva, conforme previsto na legislação processual penal.

A autoridade policial também foi comunicada da decisão, assim como o Ministério Público.

Investigação ainda está em andamento

As medidas cautelares foram impostas no curso da investigação e não representam condenação criminal

A apuração deverá prosseguir para esclarecer os fatos e eventual responsabilidade penal do investigado.

Tentamos um contato com o vereador Janauro, mas sem êxito até o fechamento da matéria. De qualquer forma, deixamos o espaço aberto para qualquer informação sobre o assunto. 

إرسال تعليق

0 تعليقات