Um ciclone extratropical em intensificação sobre o Atlântico Sul aumenta o risco de temporais, ventos fortes e mudanças bruscas no tempo em diferentes regiões do Brasil nesta sexta-feira (7).
O sistema poderá ser classificado como ciclone-bomba caso seja confirmada uma queda muito rápida da pressão atmosférica em seu centro em um período de aproximadamente 24 horas. A definição depende da evolução e dos dados observados pelos serviços meteorológicos.
COMO SE FORMA UM CICLONE-BOMBA?
O fenômeno ocorre quando um ciclone extratropical passa por um processo de intensificação muito acelerada, geralmente associado ao encontro de massas de ar com características diferentes, especialmente ar frio e ar quente.
Quando a pressão atmosférica cai rapidamente, o sistema pode ganhar força e provocar rajadas intensas, chuva forte e agitação marítima.
QUAIS REGIÕES PODEM SER AFETADAS?
O Sul do Brasil está entre as áreas mais suscetíveis aos efeitos do sistema. A influência da frente fria também mantém o risco de ventos fortes em partes do Centro-Oeste e Sudeste.
No Sudeste, algumas áreas do litoral e do leste de São Paulo e o sul do Rio de Janeiro podem registrar rajadas de até 110 km/h.
A intensidade dos ventos e os impactos podem variar conforme a evolução do sistema meteorológico.
O QUE OS VENTOS FORTES PODEM CAUSAR?
Rajadas intensas podem provocar queda de árvores e galhos, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e danos a estruturas, além de aumentar os riscos para a navegação e atividades ao ar livre.
Por isso, moradores das áreas sob alerta devem acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais de meteorologia e da Defesa Civil.
