Polícia Civil investiga suspeita de gravações clandestinas de mulheres em banheiros durante eventos em Altônia

Caso é apurado sob sigilo; equipamentos eletrônicos foram apreendidos para perícia técnica

Polícia Civil investiga suspeita de gravações clandestinas de mulheres em banheiros durante eventos em Altônia

A Polícia Civil do Paraná está investigando uma suspeita de gravações clandestinas de mulheres em banheiros durante eventos realizados no município de Altônia, no Noroeste do Estado. O caso ganhou repercussão após relatos envolvendo um suposto homem que estaria utilizando câmeras para filmar mulheres em momentos de troca de roupa dentro de banheiros femininos.

Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (29), a investigação ocorre por meio de um inquérito policial que tramita sob sigilo. A corporação confirmou que dispositivos informáticos foram apreendidos durante as diligências e serão submetidos à perícia técnica para análise do conteúdo.

Até o momento, ninguém foi preso.

Polícia evita divulgar detalhes para preservar possíveis vítimas

A Polícia Civil também foi questionada sobre quantas situações teriam sido registradas e em quais tipos de estabelecimentos os fatos teriam ocorrido. No entanto, a corporação informou que não pode divulgar mais detalhes neste momento devido ao sigilo das investigações e à necessidade de preservar a identidade das possíveis vítimas.

O caso segue em apuração.

O que diz a lei sobre gravações clandestinas

Situações como a investigada podem se enquadrar no crime de registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no artigo 216-B do Código Penal Brasileiro.

A legislação prevê pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.

Dependendo das circunstâncias apuradas pela investigação, o suspeito também poderá responder por outros crimes previstos na legislação brasileira, especialmente em casos envolvendo eventual divulgação das imagens ou possíveis vítimas vulneráveis.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser divulgadas após o avanço das perícias e da investigação criminal.

O caso repercute em Altônia e na região Noroeste do Paraná.

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