Em Roncador, a velha história das obras que nunca chegam ao fim parece ganhar mais um capítulo e, como de costume, com um novo termo aditivo no enredo.
Existe por lá (Em Roncador), portais nas entradas da cidade que até hoje não foram concluídos. Um lago que precisa bombear água de um rio para mantê-lo cheio (😥).
Agora, o contrato nº 137/2024, que previa serviços de pavimentação e drenagem em cerca de 6 quilômetros na estrada sentido distrito de Alto São João, teve seu prazo novamente estendido. A assinatura, datada de 9 de março de 2026, pela prefeita Marília Perotta, empurra a conclusão para 31 de maio de 2026.
A estrada que deveria simbolizar progresso já acumula marcas de desgaste e não apenas pelo tempo. Trechos que deveriam estar concluídos já passaram por remendos improvisados, como operações de tapa-buracos, evidenciando um cenário que levanta dúvidas inevitáveis: por que uma obra recente já exige reparos? Onde falhou o planejamento? Ou será que o problema está na execução?
O documento oficial, por sua vez, é econômico nas explicações. Limita-se a dizer que “as demais cláusulas permanecem inalteradas”, sem qualquer detalhamento técnico que justifique a prorrogação.
Vereador Jenauro cobra explicações
Não é de hoje que o tema provoca reações no Legislativo. O vereador Jenauro Hruba tem sido uma voz constante na cobrança por melhorias. Recentemente, ao fiscalizar o local, voltou a manifestar insatisfação, especialmente com os serviços de drenagem na estrada que liga a sede do município às comunidades de Faxinalzinho e Can Can de Cima.
Enquanto isso, o aditivo segue seu curso burocrático, garantindo mais prazo, mas não necessariamente mais confiança. Em tempos em que a transparência deixou de ser diferencial para se tornar obrigação, prorrogar contratos sem explicar claramente os motivos é, no mínimo, alimentar dúvidas.

Comentários
Postar um comentário
Deixe sua opinião: